Amares

Secundária de Amares apresentou 23ª edição de uma publicação pioneira em Portugal

A Biblioteca da Escola Secundária de Amares foi, novamente, o palco escolhido para o lançamento do livro ‘Impressões’, uma coletânea com trabalhos de alunos do Agrupamento de Escolas de Amares.

A apresentação do livro esteve a cargo de Teresa Calçada, Ex-Comissária do Plano Nacional de Leitura e Ex-Coordenadora Nacional da Rede de Bibliotecas Escolares, uma figura de grande destaque na cultura portuguesa.

Segundo explicou o professor bibliotecário da escola, Jorge Brandão, “a publicação vem na linha daquelas que esta Biblioteca edita desde o ano 2000. A caminho dos 25 anos de edições, esta edição não obedece a um tema aglutinador específico e acolhe, nesta formulação genérica, uma grande diversidade de registos”.

E acrescentou “estão aqui reunidos trabalhos de alunos de todos os ciclos de escolaridade, imagens e textos diversos na sua natureza e origem, uns realizados em contexto de sala de aula, outros em resposta a desafios lançados em projetos, oficinas, concursos e outras iniciativas da Biblioteca e de professores. Neste número, referente a 2023, são homenageados três grandes poetas portugueses que no ano passado assinalaram os seus centenários: Natália Correia; Eugénio de Andrade e Mário Cesariny de Vasconcelos”.

A diretora do Agrupamento de Escolas, Flora Monteiro, reforçou que “produzir uma obra destas há 23 anos é um orgulho para a escola e torna, este projeto, único a nível nacional. Começamos com textos de professores, escritores e artistas que deixaram de ter espaço porque os textos dos nossos alunos bastam”.

Aproveitando para lamentar as atuais condições da escola, “merecíamos muito mais, condições mais dignas, salas mais confortáveis, espaços mais bonitos e uma biblioteca maior”, Flora Monteiro não tem dúvidas em afirmar: “Amares não se deu conta da joia que tem”.

Teresa Calçada explicou o percurso do nascimento das bibliotecas públicas e depois das bibliotecas escolares, “na biblioteca habita os espíritos dos Deuses” justificando: “as bibliotecas tornam a sociedade e as escolas mais democráticas”. E acrescentou: “a escrita traz a possibilidade de divulgação de ideias, de pensamentos”.

Para a Teresa Calçada, “não faz sentido uma escola que não ensina. que não dá metodologia de trabalho através das diferentes plataformas que existem atualmente”. Aos alunos disse que “a biblioteca é um lugar onde a minha liberdade aumenta, é um lugar de ser, de querer, de escolhaer a própria vida”.

A finalizar saudou as 23 edições do livro: “não é comum, em contexto não formal, existir uma publicação desta natureza. São importantes as impressões deixadas e este livro marca, influência e comove”.

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