Os resultados de um inquérito da FIXANDO junto de 700 famílias com filhos a estudar revelam que apenas 10% não precisou de comprar equipamento para suportar as necessidades impostas pelo ensino à distância.
Segundo a maior plataforma online para a contratação de serviços locais, 69% dos inquiridos teve de adquirir computador portátil, 22% um tablet ou ipad, 21% um smartphone, 21% auriculares, 20% um computador de secretária e apenas 10% não teve de adquirir equipamento.
Percebe-se assim que os portugueses estavam pouco preparados para o ‘choque’ do confinamento, e foram obrigados, em média, a investir €304 euros por aluno com a transição do ensino presencial para o ensino à distância.
Queixas e mais custos como solução
No que toca ao rendimento escolar 56,9% das famílias diz que o rendimento é muito afetado com o confinamento, 37,1% considera que as avaliações não refletem a capacidade real dos alunos e 25,8% defende mesmo que as avaliações são injustas.
Como resultado, diz a Fixando, 35,4% das famílias inquiridas recorreu a explicações para este ano letivo como ferramenta de preparação para os exames.
Os inquiridos (36,7%) dizem que vão gastar mais de 250 euros em explicações e, em média, cada aluno irá gastar em média 161,62 euros em explicações este ano ainda.
No que toca às plataformas mais usadas, o Zoom e o Skype foram usadas por 64% dos inquiridos, seguidos pela Telescola (49%), enquanto que os 41% recorreu aos meios online para realização de trabalhos e exercícios.
