Concurso público para concessão do Mosteiro de Rendufe lançado hoje

O primeiro dia do que resta do Mosteiro de Rendufe. O concurso público para a concessão do emblemático monumento amarense foi, hoje, formalmente lançado pela secretária de estado do turismo, no próprio mosteiro. São 126 dias para encontrar interessados e depois do licenciamento das especialidades mais 24 meses para a conclusão da obra.

Segundo o caderno de encargos, o Monumento está destinado “para fins turísticos” como esclareceu Rita Marques. “A nossa experiência diz-nos que, pela dimensão e valores envolvidos, a esmagadora maioria das propostas será para uma unidade hoteleira, mas pode haver outro tipo de proposta desde que tenham um fim turístico”.

O valor da empreitada situa-se nos 5,5 milhões de euros. O período de concessão é de 50 anos e há uma linha de financiamento do próprio ministério da Economia que poderá ser utilizada, caso os interessados assim o queiram”.

Fins turísticos

Uma das grandes questões surgidas durante a apresentação do concurso público prende-se com o destino a dar ao Monumento. É que o Diretor Regional da Cultura do Norte referiu-se, sempre, à instalação de uma unidade hoteleira, mas a secretária de estado, em conversa com os jornalistas, não fechou a porta a outras propostas “desde que tenham fins turísticos”.

Por isso, a questão do hotel de cinco estrelas com 40 quartos a quem o presidente da câmara de Amares, também, se referiu em conversa com os jornalistas não é um dado adquirido.

Claustros

Outra questão sensível prende-se com os claustros que não terão ligação direta com a unidade de fins turísticos que ganhar o concurso. António Ponte confirmou esta informação: “terá que ser o promotor a fazer a recuperação dos claustros, mas os clientes não poderão usufruir diretamente deles”.

Claustros que estarão abertos ao público, mas por uma porta independente. O responsável pela cultura do Norte está convencido que este ‘constrangimento’ não será impeditivo do aparecimento de candidatos.

Manuel Moreira

O Presidente da Câmara de Amares manifestou todo o seu regozijo por este passo dado pelo Governo: “se não fosse o programa Revive, o Mosteiro continuaria a degradar-se todos os dias”.

Para Manuel Moreira a concurso público “é um marco para o país. O mosteiro está num estado lastimoso e só ganha vida através de um programa como o Revive e em parceria com os privados”.

O autarca finalizou dizendo que “este é um monumento que faz falta à nossa vida em comunidade”.

O cónego José Paulo Abreu, representando a Diocese, deixou “um muito obrigado em letras bold e bem grandes”. Este “é um local emblemático e está criada uma enorme expetativa à volta desta iniciativa. Dói-nos a alma passar por aqui e ver o estado do Mosteiro, mas agora estamos verdadeiramente entusiasmados com o seu futuro”.

António Ponte

O diretor regional da cultura do Norte referiu-se a 2020 “como um ano fantástico para o Mosteiro de Rendufe”, lembrou a aquisição por parte do estado da parte privado onde foram gastos 900 mil euros o que permitiu “estancar alguns problemas, nomeadamente, depois da colocação de uma cobertura nova”.

Atualmente estão a decorrer obras na Igreja no valor de 600 mil euros. Será na parte que sofreu um incêndio, a área monacal, que ficará instalada a unidade para fins turísticos.

Secretária de Estado do Turismo

Rita Marques considera o Revive “como um programa feliz que envolve vários parceiros como a cultura, o turismo, as finanças e a administração interna”. A governante defende que o “turismo é de pessoas para pessoas” e por isso, uma obra como esta “homenageia as primeiras pessoas, as que viveram cá”.

Há um “empenho” em garantir mais turismo e mais turistas para o país, ramificando o Revive para outras áreas. Já foi implementado o Revive Natureza e poderá, em breve, haver um programa do mesmo género para faróis e estações de comboio.

“Vamos trabalhar para que no final destes 126 dias de concurso público hajam várias propostas”, O prazo prolonga-se até dezembro e depois da análise dos interessados proceder-se-á à assinatura, por 50 anos, do contrato e só depois se avançará para a requalificação do Mosteiro.

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