Oposição na Câmara de Amares critica postura de Presidente da Junta de Caldelas na Assembleia Municipal

A reunião de câmara de Amares foi dominada pela saúde e pela postura da última Assembleia Municipal (AM) nesta matéria. O Vereador do PS considerou que “a AM foi injusta” nas críticas que fez às estruturas de saúde no concelho, “houve uma desproporção e excesso de linguagem”. Pedro Costa voltou a pedir uma posição “de conforto” do executivo para com os profissionais de saúde.

Sem nunca referir o Presidente da Junta de Caldelas, José Manuel Almeida, que na última Assembleia Municipal foi muito crítico sobre o estado da saúde em Amares, Pedro Costa quis saber se o presidente da câmara estava em desacordo com o voto de louvor que havia proposto porque “pelos vistos, ficou na gaveta”.

“Há umas semanas propôs essa carta de conforto para com os profissionais de saúde e não vi da parte do senhor presidente qualquer indicação em sentido contrário”. Mas, passado este tempo, e depois das intervenções na Assembleia Municipal, Pedro Costa quis saber qual era a posição do autarca.

Manuel Moreira mantém posição
O Presidente da Câmara começou por responder que “quanto ao voto aprovado por unanimidade na Assembleia Municipal não me vou pronunciar. A Assembleia Municipal é um órgão autónomo, democraticamente eleito e com poderes deliberativos”.

Já sobre o voto de louvor, Manuel Moreira lembrou que “nós já tomamos uma posição, elogiando o trabalho de todos os profissionais que estiveram envolvidos no combate à Covid-19, não só médicos e enfermeiros, mas também forças de segurança e proteção civil”.

Por isso, “não vejo, que por si só, haja um voto de louvor para determinadas classes profissionais” porque “foi um trabalho em parceira, envolvendo várias entidades, incluindo a própria câmara”.

Reunião com presidentes de junta
A troca de argumentos entre oposição e executivo subiu de tom com Pedro Costa a reiterar críticas à postura da Assembleia Municipal e com o Vice-Presidente, Isidro Araújo, a lembrar que “era perigoso criticar um órgão democraticamente eleito, autónomo, e que toma decisões que não vinculam o executivo municipal”.

Segundo o que foi possível apurar, a moção, ainda que trabalhada por todas as forças políticas e votada de forma unânime, não caiu bem junto da administração do ACES Gerês-Cabreira. O diretor executivo, num encontro com o autarca, demonstrou o seu desagrado com a proposta aprovada.

Deste encontro ficou marcada uma reunião de trabalho entre o ACES, presidentes de junta, executivo municipal e líderes das bancadas parlamentares na Assembleia Municipal, para a próxima quarta-feira às 17h30. Em cima da mesa, estarão vários assuntos que inquietam os diferentes agentes políticos do concelho cabendo ao ACES fazer valer os seus pontos de vista.

Emanuel Magalhães também critica autarca de Caldelas
O Vereador do Movimento Independente, Emanuel Magalhães, também “não se coibiu de criticar a Assembleia Municipal pela falta de solidariedade que houve aquando da discussão de uma proposta sobre os territórios de baixa intensidade”.

Recorde-se que há freguesias no concelho de Amares que são de baixa intensidade e outras que não, o que “cria desigualdades” como lembrou Emanuel Magalhães. O pedido para que a câmara faz diligências no sentido de alargar a baixa densidade a todo o concelho foi aprovada na última Assembleia Municipal, mas mereceu críticas do presidente da Junta de Caldelas, Sequeiros e Paranhos.

Agora, Emanuel Magalhães, também sem nunca referir o nome, veio lamentar a “falta de solidariedade” até porque a proposta foi aprovada.

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