XI Bienal de Arte Jovem de Vila Verde inaugura oficialmente

Está oficialmente inaugurada a XI edição da Bienal de Arte Jovem de Vila Verde que pode ser vista até 27 de novembro na Biblioteca Municipal. A mais internacional de sempre, a mostra teve uma participação recorde de 119 candidaturas das quais foram escolhidas 78 obras de 52 artistas.

O primeiro prémio em ex-aequo foi para duas obras “antagónicas, mas complementares”, como explicou o diretor da bienal, Luís Coquenão. “Uma é uma obra mais concetual a outro mais tradicional. O seu ponto em comum é a ironia que está subjacente a cada uma”. A mostra teve a abrir e a encerrar a participação de um jovem aluno da Academia de Música de Vila Verde.

‘Pedras no Sapato” de Pedro Cunha, “uma obra muito minuciosa feita à mão” e ‘Baía de Mar’ de Bruno Grilo ganharam o prémio máximo, patrocinado pelo BPI. Por causa da situação pandémica, a mostra apostou na componente virtual: “há obras que vão ser beneficiadas por esta via e outras que nem por isso porque precisam de ser vistas presencialmente para se perceber toda a sua dimensão”, referiu, ainda, Luís Coquenão.

A Bienal pode ser vista no horário da biblioteca ou através de visitas guiadas com Luís Coquenão ou Rafael Ibarra mediante marcação prévia. 22 anos depois da primeira edição, a Bienal “tem cumprido a sua missão quer como rampa de lançamento de novos artistas quer transformando Vila Verde como capital das artes”, referiu a vereadora da cultura, Júlia Fernandes.

Também presente na abertura da exposição, o presidente da câmara reforçou a ideia de que “Vila Verde dá oportunidade aos seus jovens para se exprimirem através de diferentes formas. É uma iniciativa que está a ficar madura e que este ano, teve um desafio face à situação que o país atravessa”.

Para António Vilela é “nestes momentos que temos de encontrar soluções alternativas, e a aposta no formato digital é uma delas”. Saudando o júri, o autarca referiu que “dadas as muitas obras e de muita qualidade, devem ter tido uma tarefa difícil”.

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