Carvalhal espera AEK “forte”, mas quer Braga a começar a ganhar

O treinador do SC Braga, Carlos Carvalhal, disse hoje esperar um AEK Atenas “forte”, na quinta-feira, mas frisou a importância de começar a ganhar no grupo G da Liga Europa de futebol.

Os bracarenses voltam a encontrar o adversário que ‘apadrinhou’ a sua estreia nas competições europeias, então na extinta Taça dos Vencedores das Taças, há 54 anos (1966), e Carlos Carvalhal espera um AEK “forte, que na Liga Europa não perde [fora] desde 2011, e participou em várias edições, e não sofre golos nos últimos 10 jogos”.

“Isso já ilustra as dificuldades que vamos encontrar. Defende bem, tem um treinador italiano [Massimo Carrera], é forte nas bolas paradas e no contra-ataque, mas preparámo-nos bem”, enumerou o técnico na antevisão da partida.

Por isso, Carlos Carvalhal quer um Sporting de Braga “empenhado” em ‘matar’ esses “‘borregos'” e mostrou confiança na sua equipa.

“Estamos no bom caminho, com um forte pendor ofensivo, estamos a criar oportunidades de golo e queremos dar sequência a isso, temos um conhecimento profundo do AEK e estamos extremamente motivados para este jogo”, disse.

O treinador defendeu que o Leicester está “num patamar diferente” no grupo G, o que não lhe garante desde logo a passagem à fase seguinte, porque “os jogos têm que ser disputados”, e que as “outras três [equipas] equivalem-se”, lembrando também os ucranianos do Zorya, que eliminaram os minhotos há duas temporadas na mesma competição.

O técnico considerou que a experiência acumulada pelos bracarenses na Liga Europa nos últimos anos é importante.

“A experiência é viver uma situação. Por exemplo, vir pela primeira vez a uma conferência de imprensa pode causar ansiedade, mas depois passa a ser uma normalidade, estamos mais calmos para lidar com a situação. Ajuda ter jogadores com experiências internacionais, e bem sucedidos em muitos jogos, sim”, sustentou.

Frisando que, “no futebol, vencer é tudo”, Carlos Carvalhal notou que “a pressão num clube como o Braga é sempre a mesma, vencer os jogos”, e considerou ser importante ganhar o primeiro jogo “num torneio destas características”, uma fase de grupo de seis jogos, ainda que desvalorizando o fator casa.

“Sem público, os jogos acabam por ser em campo neutro, tem um peso relativo jogar em casa ou fora”, disse.

O treinador garantiu ainda que não mudou de sistema de jogo, mas apenas de dinâmicas.

“Nestes quatro jogos, não modificámos nunca a nossa forma de jogar, foi apontada mudança de sistema, mas a identidade é a mesma, fizemos foi evoluir o nosso sistema. Não queremos que a nossa equipa comece a primeira jornada de uma forma e à 20.ª esteja na mesma”, afirmou.

Gaitán começou a trabalhar com a equipa totalmente integrado, após lesão, apenas na segunda-feira, e será um dos 23 jogadores chamados por Carvalhal, “mas não está ao seu melhor nível” e não deverá ser opção para o técnico.

Rui Fonte, a recuperar de cirurgia ao joelho esquerdo, é o único indisponível.

SC Braga e AEK Atenas defrontam-se a partir das 20:00 de quinta-feira, no Estádio Municipal de Braga, jogo que será arbitrado pelo francês Ruddy Buquet.

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