Câmara de Amares pede empréstimo para comprar Termas de Caldelas

A Câmara de Amares vai pedir um empréstimo bancário para comprar as Termas de Caldelas. Segundo explicou ao ‘Terras do Homem’ o presidente da autarquia, o valor já negociado de 1,1 milhões de euros contempla a aquisição de todo o complexo termal com exceção do hotel. No entanto, o negócio só poderá avançar depois do aval do Tribunal de Contas.

“Vamos levar à reunião de câmara, o protocolo para comprar os imóveis das Termas de Caldelas com exceção do Hotel. Ficaremos com a concessão da água e com a fisioterapia que continua a funcionar”. Para além das Termas propriamente ditas, o antigo teatro, também, faz parte do negócio.

Dois caminhos no futuro
Manuel Moreira revelou, ainda, que há duas soluções depois do negócio ser concretizado. Ou a câmara assume a gestão e exploração das termas ou faz a concessão a uma empresa externa. “É um assunto que está em aberto e que iremos discutir nos próximos tempos”. Tanto o presidente como o vice-presidente já visitaram outras termas no país com os dois modelos de negócio para perceberam os prós e os contras.

Segundo o autarca, há outra questão que precisa de ser analisada e que se prende com os atuais funcionários da empresa. “Uma coisa é certa a empresa terá que os despedir a todos para depois os podermos contratar através de um concurso”, adianta Manuel Moreira. São 23 pessoas em causa, três delas ligadas ao Hotel.

São necessárias obras
Sem esconder nada referente ao negócio, o presidente da câmara reconhece que “é necessário transformar radicalmente as termas. É preciso criar uma nova dinâmica porque estão ultrapassadas”.

As obras necessárias custarão outro tanto, isto é, cerca de um milhão de euros. “Precisamos intervir, modernizar, tornar as termas num ponto de alavancagem da economia de Caldelas e de Amares”.

A concessão, caso seja a solução adotada, terá que ter estes pressupostos na sua base: “assumir o empréstimo que a câmara irá pedir e realizar as obras necessárias para tornar as Termas uma referência”. Duas ‘obrigações’ que a autarquia não irá abdicar nas conversas com potenciais interessados.

Água para comercializar
Uma das mais recentes ‘descobertas’ dá conta do potencial comercial das águas de Caldelas. “Há relatórios oficiais que dão conta da excelente qualidade da água para comercialização, sem precisar de grandes custos na sua ‘transformação’ porque ela vale por si só”. Um negócio que a câmara está disposta a abraçar e que poderá servir de chamariz para potenciais compradores.

No entanto, para já, a câmara precisa do aval do Tribunal de Contas para avançar com o empréstimo para a aquisição dos edifícios. O assunto ainda terá que passar pela Assembleia Municipal, “a minha esperança seria na sessão prevista para fevereiro”, para que tudo possa estar finalizado no início da próxima época termal.

Presidente da Junta
O presidente da União de Freguesias de Caldelas, Paranhos e Sequeiros vê com “muito bons olhos” a solução apresentada pela autarquia. Ao ‘Terras do Homem’, José Manuel Almeida concorda com a compra por parte da autarquia, mas manifesta outra preocupação: “estou preocupado com os efeitos da pandemia em 2021 e temo pela abertura das termas este ano”.

Outra das ideias que está em cima da mesa é juntar na concessão a piscina de Caldelas. O presidente da Junta diz que “na teoria pode ser uma boa ideia, mas, na prática, tenho muitas reservas”.

Para José Manuel Almeida “depende da forma de concessão que for encontrada porque pode vir a funcionar mal. Tem sido feito um excelente trabalho com a piscina e mesmo este ano, com a pandemia, tivemos uma receita muito boa para a autarquia, e por isso, é preciso ver como se vai concessionar”.

A piscina de Caldelas “é referência do concelho e da região, traz muita gente de concelhos vizinhos” e “acho que é do interesse do concelho de Amares que assim se mantenha porque é de economia e desenvolvimento local que estamos a falar”.

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