Seis buracos ‘emperram’ campo de golfe em Amares

É um imbróglio jurídico que está a atrasar o processo de construção do campo de golfe em Amares. Com 12 buracos, há seis que serão instalados em terrenos de um dos promotores, mas há outros seis que precisam de uma solução jurídica para poderem avançar.

Segundo explicou ao ‘Terras do Homem’ o presidente da Câmara de Amares, em causa estão as cedências que os privados têm que fazer ao Município como contrapartida da construção das unidades hoteleiras no local. Ora, é nos terrenos que são cedidos ao Município que ficarão seis dos buracos. Legalmente, a autarquia não pode vender, nem voltar a ceder e como não está interessada em construir os seis buracos em causa, os advogados de todas as partes estão a arranjar uma solução para o problema.

“É uma questão complexa que merece um cuidado especial e que estamos todos, através dos advogados, a perceber qual é a melhor solução”, revela Manuel Moreira. “Nós não temos interesse nem apetência para construir os seis buracos, mas, ao mesmo tempo, estão na área que nos é cedida como contrapartida”, por isso, “terá que se encontrar uma solução jurídica para resolver o assunto”.

O autarca espera que na Assembleia Municipal de junho, o processo seja aprovado.

Outro problema, prende-se com a exploração do campo de ténis: o Clube de Golfe de Braga é parceiro e com a cedência desta área, a exploração terá que ser feita por concurso público. “Faz sentido que o Clube de Golfe de Braga fique encarregue da sua exploração e por isso, a tal solução terá que levar isso em conta.

Recorde-se que três empresas de Amares se juntaram para avançarem com a criação de um campo de golfe em Amares que irá ocupar 80 hectares de terreno entre as freguesias de Barreiros, Carrazedo (onde está metade da área de implantação) e Prozelo.

Os empresários do Salar das Bouças, Quinta do Ribeiro e Eusébios estão por detrás da iniciativa. O investimento prevê, ainda, a construção de um empreendimento de suporte ao campo de golfe que terá como particularidade uma academia de aprendizagem da modalidade.

Ainda segundo o documento que serve de suporte ao projeto e ao qual o ‘Terras do Homem’ teve acesso, todo o projeto do empreendimento turístico, onde está inserido o campo de golfe, prevê criar 121 postos de trabalho diretos e 129 indiretos. O projeto tem um espaço temporal de cinco anos para ser concretizado.

A área ocupada vai desde uma parte inserida no solar das Bouças até às imediações do Estádio Municipal José Carlos Macedo e prevê um impacto direto em termos de receitas de 29 milhões, sete milhões para a câmara municipal.

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