CURIOSIDADES

Já se sabe quem lutou nas antigas batalhas gregas de Hímera

Cientistas descobriram – com mais precisão – quem lutou nas antigas batalhas gregas de Hímera, que opuseram os gregos aos cartagineses.

Uma equipa de investigadores analisou a composição química do esmalte dentário de 62 soldados que lutaram nas Batalhas de Hímera, naquilo que é hoje a Sicília.

A batalha decorreu em 480 a.C. e opôs as forças invasoras cartaginesas contra os gregos locais. Os helvéticos saíram por cima, mas num segundo ataque, já em 409 a.C., os invasores levaram a melhor e Hímera caiu.

Segundo o portal Archaeology, os historiadores gregos Heródoto e Diodoro Sículo escreveram que os soldados de Hímera foram bem-sucedidos na primeira batalha porque foram ajudados por aliados gregos.

A composição química dos dentes dos soldados indica que cerca de um terço dos que lutaram na primeira batalha eram locais, em comparação com três quartos do exército na segunda batalha.

A descoberta corrobora aquilo que foi sugerido pelos historiadores gregos, realçam os investigadores num comunicado citado pela ScienceDaily.

No entanto, as evidências também mostram que, ao contrário dos relatos escritos, muitos forasteiros não eram aliados gregos, mas mercenários contratados de outros territórios.

Isto mostra que os antigos historiadores podem ter sofrido um viés que os levou a subestimar intencionalmente o papel dos mercenários estrangeiros nas Batalhas de Hímera. Esta terá sido uma tentativa de manter uma narrativa nacionalista, evitando dar valor à ajuda oferecida pelos mercenários estrangeiros contratados para combater.

“Aqui, pudemos usar isótopos para corroborar historiadores antigos, ao mesmo tempo que desafiamos essas fontes ao encontrar evidências de mercenários e soldados potencialmente estrangeiros de origens geográficas muito diversas. Este estudo também é importante para estudos futuros de migração no Mediterrâneo, expandindo a rede de valores isotópicos comparativos”, escreveram os autores.

O estudo foi publicado este mês na revista científica PLOS One.

Daniel Costa, ZAP //

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