Astrónomos descobriram quando começaram a brilhar as primeiras estrelas

O “amanhecer cósmico” ocorreu entre 250 a 350 milhões de anos após o Big Bang, de acordo com uma nova investigação.

Richard Ellis, da University College London, no Reino Unido, tem dedicado as suas investigações ao “amanhecer cósmico“, o período em que se formaram as primeiras estrelas.

“O Santo Graal foi olhar para trás para ver a primeira geração de estrelas e galáxias”, contou o astrónomo, em declarações à BBC.

A equipa, composta por investigadores do Reino Unido e dos Estados Unidos, analisou seis das galáxias mais distantes. Estes corpos estavam tão longe que, mesmo com os telescópios mais poderosos do mundo, pareciam apenas alguns pixeis no ecrã do computador.

A cadeia britânica refere ainda que estas galáxias estão entre as primeiras a terem emergido no Universo. Segundo a equipa, nasceram pouco tempo depois do Big Bang.

Ao determinar a sua idade, a equipa conseguiu calcular o início do “amanhecer cósmico”.

“Os teóricos especulam que o Universo foi um lugar escuro durante as primeiras centenas de milhões de anos, antes de as primeiras estrelas e galáxias se terem formado”, disse Nicolas Laporte, autor principal do estudo e astrónomo da Universidade de Cambridge, no Reino Unido.

“As nossas observações indicam que o amanhecer cósmico ocorreu entre 250 e 350 milhões de anos após o início do Universo”, precisou. O artigo científico com as descobertas foi publicado a 24 de junho na Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

A equipa examinou a luz das estrelas das galáxias, registadas pelos telescópios Hubble e Spitzer, e estimou a idade dos corpos celestes através da análise da proporção de átomos de hidrogénio na atmosfera das suas estrelas.

Note-se que, quanto mais antigas as estrelas, maior a proporção destes átomos. O marcador do hidrogénio aumenta em força à medida que a população estelar envelhece, no entanto, diminui quando a galáxia é mais velha do que mil milhões de anos.

Estas medições permitiram aos cientistas confirmar que observar estas galáxias seria como “olhar para o passado”, altura em que o Universo tinha apenas 550 milhões de anos.

Liliana Malainho, ZAP /

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