Portugueses satisfeitos com task force , já políticos ‘acusam’ desgaste

Sondagem demonstra que os portugueses confiam nas vacinas, que a avaliação do processo de vacinação no país é positiva e mais ainda quanto ao desempenho do coordenador da task force. Contudo, sobre a atuação dos atores políticos no combate à pandemia, as notas descem.

Foi divulgada, esta terça-feira, a mais recente sondagem da Universidade Católica para a RTP e jornal Público sobre a resposta que tem sido dada à pandemia em Portugal.

O inquérito – divulgado um dia antes do debate no Parlamento sobre o Estado da Nação – revela que os portugueses continuam a fazer uma avaliação positiva da atuação dos principais atores e entidades envolvidos no combate à Covid-19.

Pela primeira vez nesta sondagem que tem sido atualizada ao longo do ano, os participantes foram inquiridos sobre o desempenho da task-force de vacinação e a prestação do coordenador, sendo que o vice-almirante Gouveia e Melo obteve dos melhores resultados entre os vários protagonistas.

Ou seja, 40% dos inquiridos considerou que a atuação de Gouveia e Melo tem sido ‘Muito boa’; 29% ‘Boa’, 16% ‘Razoável e 1% ‘Muito má’. Quanto ao processo de vacinação – considerando que o inquérito realizou-se entre 9 e 15 de julho quando a vacinação acelerou de forma significativa e houve alguns precauções e atrasos – a confiança dos participantes não foi afetada, sendo que 44% considerou o desempenho da task force tem sido ‘Boa’, 32% ‘Muito boa’, 16% ‘Razoável’, 4% ‘Má’ e 1% ‘Muito má’.

Sobre as vacinas, as dúvidas iniciais sobre a sua segurança e eficácia também parecem estar ultrapassadas, considerando que, de acordo com esta sondagem, 83% dos portugueses quer ser vacinado quando for chamado (em dezembro eram 61%) e apenas 8% diz rejeitar a vacina. Mais. 72% dos inquiridos quer que a vacina seja obrigatória, enquanto 24% considera que deve continuar a ser uma escolha.

Presidente e Costa ‘acusam’ desgaste
Em relação aos restantes atores políticos, em comparação com os dados de julho do ano passado, a sondagem demonstra um ligeiro desgaste dos principais protagonistas no combate à pandemia em Portugal, ainda que a avaliação destas figuras continue a ter, no geral, uma nota positiva.

Começando pelo Presidente da República, 48% dos inquiridos consideram que a atuação de Marcelo Rebelo de Sousa é ‘Boa’ ou ‘Muito boa’, tendo em conta que em maio esta avaliação era de 64%. Quanto ao primeiro-ministro, a aprovação desceu 10 pontos para 33%.

Já sobre o desempenho da ministra da Saúde, os números não oscilam muito em comparação com o ano passado: 39% diz que o trabalho de Marta Temido tem sido ‘Razoável’ e 34% dá uma avaliação ‘Boa’ à governante. Ainda assim, verificou-se um aumento de inquiridos que classificaram a sua atuação de ‘Má’, 12%, ou ‘Muito má’, 6%.

Por fim, no que diz respeito à avaliação da Direção-Geral da Saúde (DGS), os também se têm mantido semelhantes desde julho de 2020. Nesta sondagem, 42% dos participantes consideraram a atuação da autoridade ‘Razoável’, 32% ‘Boa’. Tal como acontece com a ministra da Saúde e com o primeiro-ministro, há agora mais inquiridos a darem nota negativa à DGS, sendo que 12% deu nota ‘Má’ e 7% ‘Muito má’.

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