GNR investiga mais casos do guarda prisional de Vila Verde que assaltou casa em Amares

O guarda prisional da Lage, Vila Verde, já foi suspenso pela Direção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais ao terminar a licença parental que gozava, estando já o Núcleo de Investigação Criminal (NIC) do Destacamento Territorial da Póvoa de Lanhoso da GNR a tratar o caso, uma vez que se suspeita estar ligado ao cometimento de mais crimes contra o património.

Originário de uma família muito conhecida por estar ligada às autoridades policiais (a cunhada é capitã da GNR em Braga e o cunhado é cabo no Destacamento de Intervenção da GNR de Braga), foi detido em flagrante delito pela GNR de Amares, a assaltar uma residência em Figueiredo, há dois meses, estando a aguardar julgamento em casa.

Filipe Ribeiro, de 43 anos, guarda prisional, na Cadeia Regional de Braga, mais conhecido por “Fire”, está igualmente a ser tratado à fratura das duas pernas, depois de em meados de julho deste ano, na fuga e ao ter sido apanhado em flagrante, se ter lançado para uma ravina, acabando capturado pela GNR de Amares.

Tal como o ‘Terras do Homem’ reportou, o guarda prisional vinha ostentando vários sinais exteriores de riqueza, comentados em tom jocoso pelos próprios reclusos da Cadeia Regional de Braga, que viam o vilaverdense chegar ao trabalho, em automóveis topo de gama, principalmente um Maserati. Chamava a atenção com o roncar do motor e fazia constar aos colegas que negociaria com automóveis.

Referenciado como toxicodependente, o guarda prisional Filipe Ribeiro, porque reside na Lage, está obrigado a apresentar-se semanalmente no Posto Territorial da GNR de Prado e está proibido de frequentar os meios ligados a tráfico e a consumo de droga, bem como não poder contactar com o outro suspeito do assalto e, entretanto, também detido pela GNR.

Mansão de emigrantes
A mansão alvo da cobiça do dueto de assaltantes pertence a uma família que está emigrada em França, não sendo muito visível para quem circula pela Estrada Nacional 205-5 (entre o Gerês e Braga), mas é das residências mais vistosas da região. Já havia sido assaltada, há cerca de quatro anos, altura em que foram furtadas motos de água e mais objetos valiosos.

O imóvel com várias entradas, piscina e diversos anexos de luxo, é propriedade do casal Manuel Pereira Castelo Branco e Maria Cândida Padrão Cordeiro, detentores da empresa de construção civil Gabriel Marques Gonçalves Ldª, e usado como residência apenas durante o Verão, circunstância aproveitada para a tentativa de assalto.

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