Desporto

Amares recebe 3ª etapa do 32º Grande Prémio de Minho

Amares vai receber a 3ª etapa do 32º Grande Prémio do Minho em juniores no próximo dia 12 de junho, em simultâneo com 64º circuito de Santo António. A prova tem três dias, começa em Famalicão, passa em Guimarães e termina Amares. Com a participação de 150 ciclistas de 20 equipas, três delas espanholas, a etapa de Amares é a mais longa e vai passar por quase todas as freguesias do concelho.

Segundo explicou o presidente da Associação de Ciclismo do Minho, Joaquim Mendes, a 1º etapa na sexta-feira tem 74 quilómetros e começa e caba na freguesia de Oliveira Santa Maria (Famalicão, a segunda, no sábado, com 86 quilómetros tem a freguesia de Azurém (Guimarães) como protagonista e finalmente a terceira etapa, em Amares, com 123 quilómetros num circuito que os ciclistas farão por duas vezes.

No concelho, a prova irá passar por locais emblemáticos como explicou o vereador do Desporto ao ‘Terras do Homem’: “a etapa passa em Rendufe, na Abadia, no Urjal, por exemplo, e terá duas contagens para o prémio da montanha e três metas volantes. A prova começa e termina na Praça do Comércio, em Ferreiros.

“Depois de dois anos difíceis, estamos com vontade de continuar a organizar uma prova com pergaminhos e esperemos que seja prorrogada por vários anos”, referiu Joaquim Mendes, na apresentação na câmara de Amares, lançando um apelo para que “as pessoas saiam à rua para aplaudirem os ciclistas. No ciclismo não se paga bilhete e passa em frente à porta das pessoas”.

O presidente da câmara municipal de Amares, Manuel Moreira, congratulou-se com a realização da etapa considerando que “é muito importante para a promoção do concelho, integrada nas festas Antoninas, as festas mais importantes de Amares”. Este ano, está associada ao 64ª circuito de Santo António, a segunda prova mais antiga do país, atrás da volta a Portugal.

Policiamento

Para o Vice-Presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, José Luís Ribeiro, “o Grande Prémio do Minho é um importante património da região minhota que, entre outros fatores, traduz um notável meio de promoção do desporto e de divulgação da região do Minho, das suas localidades, marcas, produtos e serviços”.

Reconhece que “a competição traduz um estímulo ao aumento da prática desportiva e uma oportunidade para os jovens ciclistas, formados no âmbito do ciclismo regional, poderem participar num evento desportivo de prestígio e trilhar o caminho do seu futuro desportivo”.

O responsável federativo deixou um lamento referente ao custo do policiamento que numa prova como esta ronda os 13 mil euros: “o Grande Prémio do Minho, por exemplo, vai ser acompanhado nas três etapas por um destacamento eventual da GNR composto por 46 agentes e 16 viaturas. Mas na segunda etapa vai ter mais 65 agentes e 11 viaturas da PSP. Talvez isto ajude a explicar a razão de algumas localidades não receberem mais eventos na via pública”.

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