À margem da inauguração de uma escultura ao Deus Baco, a presidente da câmara de Vila Verde deu conta do andamento dos trabalhos de requalificação da antiga adega em espaço multiusos. “Faltam pinturas, pavimentos e pormenores finais”, revelou Júlia Fernandes, apontado o dia do concelho, a 24 de outubro, como a data provável para a inauguração. “É um desejo que espero ver concretizado”.
Todo a parte estrutural da obra está concluída, incluindo as cubas de vinho que vão ser o ponto central do museu do vinho e da vinha. Dividido por três andares, a autarca revelou que gostaria de destinar, o primeiro piso, às freguesias. “Como são 33 cubas, tantas como as freguesias, a minha opinião era dar cada uma, a uma freguesia que a promoveria da forma que quisesse dentro da temática do vinho”.
O piso zero, de entrada, está ocupado com as estruturas das cubas e no piso inferior, através de passadiços, e com muita interatividade, irá ser instalado o museu da vinha e do vinho. “Será um espaço sensorial, com, por exemplo, a sensação de pisar uvas, com interatividade com o visitante e uma parte com objetos ligados às vindimas para que os mais pequenos saibam de onde vem o vinho”.
A presidente da autarquia não descarta transferir a Bienal Jovem para aquele espaço bem como algumas iniciativas complementares às Festividades de Santo António. “A entrada na Adega Cultural, com muito poucas exceções, será paga para se assistir aos espetáculos ou eventos que se venham a realizar”, revela Júlia Fernandes.
A adega terá um palco ‘móvel’ que permita ajustar o espaço às necessidades de cada atividade, concerto ou iniciativa e numa fase posterior verá todo o espaço envolvente requalificado.
