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BTT de Terras de Bouro com nova sede em Chorense

A Associação Cultural, Recreativa e Desportiva de Chorense inaugurou, hoje, a sua nova sede, situada na antiga escola primária, requalificada com fundos comunitários e verbas municipais. Tendo o BTT como principal atividade e sendo uma das coletividades que já ganhou a Taça de Portugal, a associação terrabourense passa a ter um espaço de convívio e um local para lavar e guardar bicicletas.

A requalificação custou 90 mil euros sendo que 30 mil euros saíram dos cofres municipais e o restante de fundos comunitários. “Da candidatura aprovada, a autarquia pôs os 15% obrigatórios e investimos mais 15 mil do nosso orçamento”.

O presidente da câmara elogiou o trabalho desenvolvido pela associação “jovem e irreverente, com grande dinamismo” e que criou no concelho um fator de atração de novos públicos: “revitalizaram trilhos que trouxeram uma dinâmica semanal, mas que rapidamente se transformou em diária”.

Para Manuel Tibo, “é mais difícil concretizar pequenas do que grandes obras”, mas a requalificação da escola de Chorense é um exemplo que contraria isso: “é um espaço para se encontrarem, arrumar as bicicletas”. E lembrou que “o BTT tem desenvolvido a economia local”.

A inauguração do espaço contou com a presença do diretor regional do IPDJ. Segundo Vitor Dias, “os próprios municípios nem têm consciência que promovem o centralismo ao querer obras para as freguesias mais centrais”, mas “em Terras de Bouro aqui está a prova que isso não acontece”

Vitor Dias mostrou-se preocupado com a prática desportiva, 7 em 10 pessoas não praticam desporto, “e precisamos mudar isto. No entanto, as autoridades europeias precisam de ter o desporto como prioridade no acesso aos fundos”.

Elogiando a requalificação de um equipamento com um determinado uso para outro fim, Vitor Dias falou do BTT como “uma modalidade desportiva que ajuda a proteção do ambiente, torna o acesso ao monte mais seguro e dissuade os incêndios florestais”.

Bikepark
O presidente da câmara de Terras de Bouro quer criar um Bikeparque, cujo memorando já foi entregue ao IPDJ. “Os nossos trilhos não estão sinalizados e nós precisamos de uma sinalização que nos permite depois avançar para a sua certificação. Para isso, é preciso uma equipa de trabalho que faça a manutenção e ajude quem, pela primeira vez, faz os trilhos”, justifica o autarca.

Este processo tem como objetivo cumprir as normas internacionais para que Terras de Bouro possa receber provas internacionais: “temos que criar condições de informação, ajuda e manutenção dos trilhos e apresentamos a ideia ao IPDJ e estamos à espera”. No entanto, a autarquia, caso não haja luz verde em termos financeiros, está disponível a avançar com o projeto a expensas próprias.

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