Amares

Unidade de Cuidados Continuados com 120 camas vai nascer em Lago, Amares

Uma unidade de cuidados continuados vai nascer na freguesia de Lago, em Amares, tendo como promotor o Centro Social e Paroquial da freguesia. No total, serão 120 camas a construir num terreno doado por um benemérito, com cerca de um hectare. O projeto está, agora, a ser avaliado pela autarquia depois dos pareceres técnicos das entidades competentes, num investimento, de 5,5 milhões de euros e com um projeto do arquiteto Leonel Alves, do Atelier de Vila Verde.

Numa cerimónia que contou com a presença do Arcebispo de Braga, D. José Cordeiro, do Bispo Auxiliar, D. Delfim Gomes, da eurodeputada Isabel Carvalhais, de deputados na Assembleia da República e de políticos locais, o Vice-Presidente do Centro Social, Rui Pereira, referiu “a relevância que o projeto terá não só para a freguesia, não só para o concelho, mas em toda a região onde nos encontramos”.

O Centro Social de Lago abraçou este projeto “ciente da carência destas estruturas que leva, a que muitos doentes sejam colocados em Unidades de Cuidados Continuados uma distância que pode ir até aos 200 quilómetros da sua residência”. A nova infraestrutura terá três valências: uma unidade de longa Duração e Manutenção, uma Unidade de Média Duração e Reabilitação e uma Unidade de Convalescença.

No entanto, “pensámos que o projeto não estava completo e para fazer face a uma questão muito atual, decidimos incluir uma Unidade de Cuidados Paliativos”, acrescentou Rui Pereira. Todo o processo começou há cerca de dois anos e deverá ser uma realidade depois de 2025.

A Unidade de Cuidados Paliativos terá 20 camas, a unidade de Longa Duração 20 camas, a Unidade de Média Duração 20 camas e a Unidade de Convalescença 40 camas. “Este dimensionamento permite que as Unidades com valor mais alto pot utente cubram o prejuízo das que têm um valor mais baixo e permite que a instituição mantenha a solidez e sustentabilidade financeira”.

Arcebispo
D. José Cordeiro referiu a importância destas unidades com cariz religioso porque “dão um fim com dignidade, a doutrina social da igreja defende o cuidado da vida desde o nascimento até à morte natural”. Por isso, “uma unidade de cuidados continuados e paliativos é música para os nossos corações”.

O Arcebispo definiu, ainda, os quatro valores que estiverem sempre presentes desde a primeira hora: “a identidade, a eclesidade, a gestão e a sustentabilidade. Não temos dúvidas na construção do edifício, as nossas preocupações estão no pós, na gestão e na sustentabilidade do projeto”.

O presidente da câmara de Amares, Manuel Moreira, deixou um agradecimento especial a João Costa, o benemérito que cedeu o terreno e levantou a ponta do véu no ‘nascimento’ de uma creche na freguesia vizinha de Rendufe.

Já o padre Nuno Oliveira, presidente do Centro Social e Paroquial de Lago falou da necessidade de “acompanhar os doentes até à cruz”, homenageando todos os elementos do Centro Social que “de forma voluntária e com muitas horas se dedicam a cuidar dos outros”.

Deixe um comentário