A Câmara de Amares aprovou, por unanimidade, o aumento de 2,7% das tarifas de água, saneamento e lixo. Na prática, segundo explicou o vereador do Ambiente da câmara de Amares ao ‘Terras do Homem’, “em consumos superiores a 10m3, o aumento é de cerca de dois euros por mês”.
“Conseguimos cumprir com as recomendações que são do regulador e o não cumprir implicaria o não acesso a fundos comunitários, termos de devolver a parte financeira de investimentos que já fizemos, e no futuro, sofrer algumas penalizações em futuras candidaturas”, começou por dizer, Vitor Patrício.
“O regulador tem vindo a obrigar os municípios, através de recomendações, que temos que atingir um grau de recuperação entre custos e ganhos entre 90% a 100%. Amares, neste momento, e na água conseguimos cumprir com estes indicadores. Ora isso, implica aumentos de taxas, que são de lei, emanadas pelos reguladores e que não podemos fugir”, optando o Município por ir “pelo índice mais baixo e um ligeiro aumento nas tarifas do saneamento”.
Apesar de tudo, “conseguimos manter em Amares, as tarifas mais baixas do Distrito de Braga como confirma a DECO”. Os aumentos, de lei, para o consumir são de 2,7% mas, “tem um aumento e esse é da câmara e o último que tivemos foi em 2018 e fomos, agora obrigados a mexer. A parte do esforço vem da despesa: todo o saneamento que estamos a pagar é água, que vem de várias proveniências, já detemos mais de 150 casos, e desde que tenhamos esse volume de água a entrar no saneamento, o regulador obriga-nos implicar e aumentar tarifas aos munícipes”.
Ainda segundo Vitor Patrício, “numa fatura normal num consumo de 10m3 e a maior parte é abaixo disto, pode significar um aumento na ordem dos dois euros”.
O PS considerou os aumentos de 2,7% na água e saneamento “abaixo da inflação” e por isso, “não temos nada a opor”, mas na taxa de lixo, as críticas de Pedro Costa não se fizeram ouvir: “temos um serviço péssimo, andamos no privatiza não privatiza, até o serviço da Braval é mau já que nem cumpre os mínimos”.
Para Pedro Costa, as tarifas da água e do saneamento deveriam estar desagregadas do lixo porque “é injusto estar a indexar a tarifa da água ao lixo. Aumentar 2,7% na recolha do lixo não é aceitável num serviço em que nada foi feito para o melhorar”.
A verdade é que Vitor Patrício concordou com a posição de desanexação das tarifas e esclareceu que “o aumento de 2,7% na tarifa do lixo é uma imposição da ERSAR e não é nossa”. Perante as explicações, os dois vereadores do PS acabaram por votar favoravelmente a proposta.
