Dia 1
Quarta-feira 23 – Micomaníacos, The Last Internationale, Enter Shikari, Limp Bizkit e Xutos & Pontapés, por esta ordem, subiram ao palco naquela que promete ser, desde 1982, a edição mais longa do mítico festival que, ano após ano, transforma esta rústica freguesia minhota numa romaria de festivaleiros.
Na primeira actuação do dia, que começou por volta das 19h00, a jovem banda portuguesa teve ainda pouco público mas não deixou passar a oportunidade para lembrar o sonho que representa pisar o palco de Vilar de Mouros.
De seguida, uma das surpresas do dia: The Last Internationale. De facto, a banda nova-iorquina repleta de soul e blues, apoiada na poderosíssima voz de Delila Paz, apresentou um som potente e de qualidade. Entre as referências a Nina Simone, lá ficaram os agradecimentos pela oportunidade de, mais uma vez, poderem actuar em Portugal.
Se este fim-de-tarde/noite aquecia musicalmente, a meteorologia trazia o “cacimbo”, um nevoeiro pesado tão típico destas margens do rio Coura e nada que os festivaleiros acostumados a Vilar de Mouros não estejam já habituados.
Enter Shikari subiram ao palco e, com a “casa” a encher, actuaram para uma plateia que já se preparava para os cabeças-de-cartaz. Uma boa performance, para uns com um som muito próprio, característico e singular, para outros uma banda à procura dum estilo.
Seguiram-se Limp Bizkit, o “prato principal” da noite, e não desiludiram. Na verdade, Fred Durst agarrou o público desde o primeiro minuto. Em comunhão total com a plateia, os norte-americanos puseram tudo a pular e ultrapassaram largamente o tempo estimado para a sua actuação.
A noite fechou com Xutos & Pontapés numa actuação que revisitou vários êxitos da banda de diferentes épocas. Embora já com muito menos público, os Xutos puderam contar ainda com largos milhares de indefectíveis que, até às duas da manhã, cantaram e dançaram as músicas da banda que teima em atravessar os anos como se o tempo não passasse.
Amanhã há mais.
Texto escrito fora do âmbito do acordo ortográfico de 1990.
Daniel Pinto Coelho
