O Bloco de Esquerda deu entrada, ontem, na Assembleia da República uma pergunta ao Governo, através do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, sobre o despedimento coletivo de 40 trabalhadoras.
A empresa Bipol Fashion Confeções Lda, situada na freguesia de Urgezes, em Guimarães, com mais de trinta anos de laboração especializada em roupa interior.
A administração da empresa comunicou, por carta, às trabalhadoras, em pleno período de férias, que a empresa não iria retomar a atividade, alegando que a empresa “tem vindo a atravessar um período de grandes dificuldades económicas, motivado, essencialmente, pela falta de encomendas, custos dos fatores da produção, carga fiscal, entre outros” e anunciando a sua insolvência,
A insolvência da empresa representa o despedimento de 40 trabalhadoras. Acontece, que a administração da empresa não cessou os vínculos laborais e assim as trabalhadoras não podem recorrer ao fundo desemprego, nem o pedido de insolvência deu entrada em tribunal. Acresce ainda a falta de pagamento do salário de agosto e o subsídio de férias.
O grupo parlamentar do Bloco de Esquerda teve conhecimento, através das trabalhadoras, “de vários atropelos laborais cometidos por esta a empresa como por exemplo, entre 12 de novembro de 2022 e 12 de maio de 2023, numa altura em que a empresa estava em ‘layoff’ e acusações de assédio moral”.
O Bloco de Esquerda está solidário com estas trabalhadoras, considera “necessária e urgente a intervenção do Governo e da Autoridade para as Condições do Trabalho, de forma a exigir o cumprimento dos direitos das trabalhadoras”.
O documento assinado pelo deputado José Soeiro questiona se o governo e a ACT estão a acompanhar a situação.
