Vila Verde

Aurora Silva celebrou 100 anos na Vila de Prado

O dia 1 de janeiro de 2026 ficará, indelevelmente, gravado na memória da família de Aurora da Silva. No dia em que completou um século de vida, a centenária foi o centro de uma celebração profundamente emotiva, que uniu o presente à memória, a qual teve lugar na Vila de Prado.

Uma vida dedicada aos outros
Nascida em 1926, Aurora da Silva personifica a resiliência e a entrega de uma geração marcada pelo trabalho árduo e pelo sentido de responsabilidade familiar. Filha mais velha de dez irmãos, assumiu, desde muito cedo o papel de cuidadora, ajudando a criar os mais novos. Sem nunca ter frequentado a escola, desenvolveu aquilo que a família descreve como uma notável “matemática de economizar”, competência que lhe permitiu gerir o lar e criar cinco filhos, conciliando a vida familiar com o trabalho agrícola, incluindo ainda uma passagem por França.

Celebração marcada pela fé e pela memória
As comemorações tiveram início com uma Missa de Ação de Graças, presidida pelo Padre João Alberto Correia e cantada pelos próprios familiares, num momento vivido com profunda fé, emoção e gratidão. O pároco sublinhou o simbolismo da data, recordando que, tal como o Dia Mundial da Paz se celebra a 1 de janeiro, também a vida de Aurora da Silva reflete serenidade, equilíbrio e um espírito de paz partilhado por todos os que com ela convivem.

No final da eucaristia, o momento de convívio decorreu num local particularmente carregado de significado: a casa do seu já falecido filho, Manuel. A escolha do espaço partiu de uma sugestão da sua nora, Sameirinho, que, enquanto viúva de Manuel, quis cumprir um desejo da vontade do marido.

“Fazemos gosto de organizar e realizar a festa da Senhora Aurora na casa do Manuel, pois esse teria sido o maior gosto que o seu filho teria, e ele estaria feliz por testemunhar tal acontecimento”, referiu.

Viúva de Avelino Gonçalves, Aurora da Silva esteve rodeada pelos seus três filhos vivos — Rosalina, Teresa e Heitor — bem como por noras, genro, netos e bisnetos, num dia que celebrou não apenas a longevidade, mas, sobretudo, a união familiar e os laços que resistem ao tempo.

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