O Bloco de Esquerda e o The Left organizaram, em Braga, na Junta de Freguesia de São Vitor, umas jornadas feministas inspiradas nas Novas Cartas Portuguesas. Umas jornadas que contaram com a presença de Catarina Martins, Sheila Khan, Ana Campos, Teresa Amorim, Andrea Peniche, Joana Neiva, Micaela Gomes, Beatriz Coelho, Chaima Badri, Carla Carmona, Lokas Cruz, Mariana Gonçalves e Virginia Alves.
Passaram pela junta mais de uma centena de pessoas para discutir os direitos das mulheres.
A primeira edição das Novas Cartas Portuguesas foi recolhida e destruída pela censura apenas três dias após o seu lançamento. Sob a ditadura de Marcello Caetano, foi instaurado um processo judicial contra as três autoras, acusadas de escrever um livro de “conteúdo insanavelmente pornográfico e atentatório da moral pública”.
Maria Teresa Horta, Maria Isabel Barreno e Maria Velho da Costa foram interrogadas pela PIDE/DGS. Separadamente. E recusaram-se – sempre – a dizer quem tinha escrito o quê. O julgamento iniciou-se a 25 de outubro de 1973 e só não terminou porque foi interrompido pela Revolução de 25 de Abril.
