Amares

Relatório de Contas da Câmara de Amares aprovado por maioria

O Relatório de Contas da Câmara de Amares referente ao ano de 2025 foi aprovado por maioria com os votos a favor do presidente da câmara, Emanuel Magalhães, do Vice-Presidente, João Januário e do vereador do PS, Delfim Rodrigues e voto contra do vereador independente Álvaro Silva e as abstenções de Pedro Costa (PS) e de Rui Tomada (independente).

O vereador Pedro Costa começou por dizer que o relatório “constitui um documento formal, cumpre os requisitos legais e contabilísticos sendo contudo, um dcoumento de fim de ciclo”.

No entanto, para o socialista “ter só informação contabilística não basta, é necessário haver uma análise interpretativa, até, por exemplo, para se perceber o resultado líquido de 2,5 milhões. É um documento com muitas tabelas e isto afasta os munícipes do escrutínio público do executivo”.

E critica, “a ausência de indicadores de desempenho daquilo que aqui decidimos, não avaliamos o impacto daquilo que fazemos e isso é muito importante”. A dependência de serviços em outsourcing, de contratação externa foram outras críticas: “temos mais gente nos quadros do Município mas temos, também, recurso a mais outsourcing”.

Para Pedro Costa, o relatório explica os últimos anos como “uma gestão relativa, sem planeamento, baseada em ajustes diretos e com consulta prévia sem explicação clara dos seus motivos. É um exemplo claro de que se pode maquilhar o fim de um ciclo, isto não é planeamento, é andar ao sabor do final de mandato”.

Para o futuro, o socialista deixou algumas recomendações ao novo executivo: “os documentos têm que ser totalmente transparentes. O modelo de gestão anterior não serve, é pesado, os documentos têm que ser mais claros com uma reflexão crítica daquilo que fizemos para discutirmos de igual para igual”.

Delfim Rodrigues
O vereador Delfim Rodrigues assumiu que estava “numa posição difícil porque são contas de um mandato onde estive envolvido. Sempre defendi mais transparência nas verbas, sobretudo as despesas correntes que devem estar mais escrutinadas e transparentes. Não posso votar contra ou abster-me num documento de um executivo onde estive quatro anos” e por isso, votou a favor.

Álvaro Silva
O vereador independente foi muito crítico na apreciação que fez do relatório. “2025 ficará, infelizmente marcado como um dos mais penalizadores para o concelho de Amares nas últimas décadas, nunca com tanto se fez tão pouco”.

Em 2025 arrecadou-se mais de 2,5 milhões em receita corrente, isto é, os amarenses pagaram mais impostos, mais taxas, mais água, saneamento e mais serviços municipais e seria de esperar que o esforço fosse devolvido ao concelho mas não foi isso que aconteceu”.

O investimento em bens de capital foi 1,8 milhões menos do que o ano passado, “num ano de maior receita tivemos um dos maiores recuos no investimento público. Foi para a despesa corrente que o dinheiro foi canalizado com aumento de 1,3 milhões”.

Álvaro Silva lembrou que, em ano de eleições, “as transferências para as freguesias dispararam 116%” deixando uma pergunta: “é está a gestão responsável que os amarenses merecem?” O relatório mostra “uma realidade preocupante, com mais receita à custa dos cidadãos e das empresas, mas não transforma essa receita em prol dos amarenses. Não é um relatório de visão e estratégia, é um relatório de visão estagnada”.

Rui Tomada
O vereador Rui Tomada foi lapidar na sua avaliação: “é preciso mudar e fazer diferente e foi por isso que nos candidatamos”.

Emanuel Magalhães
Depois de todas as avaliações, o presidente da câmara de Amares defendeu um documento que “não é nosso. Não tenho conhecimento objetivo sobre decisões tomadas pelo executivo anterior. Tenha a informação técnica, mas a análise política não a posso fazer”, referiu o autarca.

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