O vereador independente na câmara de Amares questionou, hoje, na reunião de câmara, o executivo em permanência sobre a rede de creches no concelho. Álvaro Silva começou por recordar que a coligação ‘Juntos Por Amares’ apresentou as 10 medidas urgentes para o concelho, entre elas, a criação de um novo parque industrial com condições favoráveis para os empresários e a outra a criação de uma rede de creches.
“A realidade demonstra que este é um problema que está longe de ser resolvido, com contornos dramáticos para as famílias, sobretudo no acesso a berçários”. O vereador sustentou, depois, a sua argumentação em dados oficiais. Em 2025 nasceram 147 bebés em Amares e a oferta de berçário “resume-se” a 32 vagas: “Apenas 21,8% dos nascidos têm lugar. 115 ficaram sem acesso a um berçário no concelho”.
Contas por alto, para Álvaro Silva será necessário construir quatro novas salas de berçário. “Esta é uma realidade que afeta as famílias mais jovens que se vêm obrigadas a sair do concelho para encontrar esta resposta”. Por isso, propõe que o executivo “estabeleça contatos e parcerias com as IPSS do concelho que já desenvolvem trabalho nesta área. Defendemos que se olhe para as antigas escolas primárias desativadas e se concretize a sua reconversão em creches e berçários”.
Álvaro Silva foi mais longe e quis saber quantas candidaturas o concelho de Amares apresentou a um aviso de financiamento de 28 milhões de euros que permite requalificar estruturas públicas. “Continuamos a perder centenas de milhares de euros” para o concelho.
Com a ausência do presidente da câmara, a reunião do executivo foi conduzida pelo Vice-presidente, João Januário, que reconheceu “a existência de um problema na oferta de creches e por isso, é que aparece nas 10 medidas mais urgentes. Estamos a trabalhar no assunto e para breve traremos informação do que está a ser feito”.
Já Pedro Costa pediu que “a câmara se torne um parceiro com as instituições que têm projetos na manga e que não os conseguem concretizar por diversos motivos. A câmara poderia prestar apoio técnico a estas instituições”.
