Uma tecnológica de Barcelos está representada em força no Mundial de Futebol 2026, seja com caneleiras à medida adotadas por pelo menos cinco seleções, seja com meias de compressão popularizadas pelo guarda-redes alemão Manuel Neuer.
“Podemos dizer que seremos a marca portuguesa mais representada no Mundial”, disse o CEO da Sak Project à Lusa.
João Pestana disse ainda esperar que o Mundial constitua um “impulso significativo” no negócio da empresa, que este ano já prevê faturar meio milhão de euros, contra os 200 mil de 2025.
“Sempre que algum futebolista mostrar uma caneleira ou uma meia com o nosso nome, a marca sofrerá imediatamente um impulso significativo, porque será vista por milhões e milhões de pessoas em todo o mundo”, referiu.
Segundo João Pestana, no Mundial que hoje começa as caneleiras da Sak serão usadas por jogadores de “pelo menos” cinco seleções, designadamente Portugal, Espanha, Argentina, Uruguai e Brasil.
“No caso da Seleção Nacional, estamos a falar da esmagadora maioria dos jogadores, entre os quais Diogo Costa, Vitinha, João Neves, Diogo Dalot, João Cancelo, Rafael Leão, Nélson Semedo, Rúben Neves, Tomás Araújo e Francisco Trincão”, apontou.
Sublinhou que Diogo Costa estreou as suas caneleiras atuais no Campeonato da Europa de 2024, disputado na Alemanha, no dia em que defendeu três grandes penalidades consecutivas.
Explicou que são caneleiras feitas “totalmente à medida”, com base em tecnologia de 3D scan.
“Depois do scan, fazemos um molde de cada uma das pernas do jogador e criamos caneleiras completamente ajustadas, completamente à medida”, descreveu.
Já o negócio das meias de compressão “disparou” no início deste mês, depois de terem sido apontadas por um jornal alemão como o segredo da recuperação do guarda-redes Manuel Neuer.
“De repente, começámos a ter mais de 200 encomendas por dia, todas oriundas da Alemanha. Tem sido uma loucura”, referiu João Pestana.
Atualmente, a Sak tem lojas físicas em 12 países da Europa, mas a empresa espera que o Mundial lhe abra novos horizontes.
A marca foi recuperada em 2023 por João Pestana e mais dois sócios, num investimento de 300 mil euros.
