Terminou a quinta edição do Encontro Ibero-Americano de Tunas Académicas (EITA), confirmando a afirmação da Região do Ave como um dos principais pontos de encontro internacional da tradição académica ibero-americana.
Ao longo de sete dias, o festival reuniu mais de 600 tunos provenientes de Portugal, Espanha, México, Colômbia, Chile e Porto Rico, envolvendo os municípios de Guimarães, Mondim de Basto, Vizela, Póvoa de Lanhoso e Fafe num programa que cruzou concertos, conferências internacionais, exposições, criação artística colaborativa e intercâmbio cultural.
Esta edição voltou igualmente a afirmar o EITA como um projeto de cooperação entre instituições públicas, culturais e académicas, contando com o apoio da Comunidade Intermunicipal do Ave, da Embaixada de Espanha em Portugal, dos cinco municípios parceiros e de diversas entidades nacionais e internacionais.
A cerimónia oficial contou com a presença do Embaixador do México em Portugal, do Presidente da Câmara Municipal de Guimarães, de representação dos municípios parceiros, de um Deputado à Assembleia da República, do Cônsul Honorário do México no Porto, do Secretário Executivo da Comunidade Intermunicipal do Ave, do Presidente Executivo d’A Oficina, bem como de representantes de universidades, associações académicas e organizações internacionais ligadas ao universo das tunas.
Para além da programação artística, o EITA voltou a distinguir-se pela realização das TunaeTalks, dedicadas ao papel das tunas enquanto instrumento de diplomacia cultural e aos desafios contemporâneos deste movimento, bem como pela exposição “Tuna: Matriz Ibérica, Identidade Global”, patente na Sociedade Martins Sarmento até fim de Agosto, que lançou novas perspetivas para a valorização patrimonial desta manifestação cultural.
Entre os momentos mais marcantes destacou-se a estreia absoluta de um tema original composto pelo tuno e produtor musical Pedro de Castro, interpretado por mais de cinquenta tunos de seis nacionalidades após vários dias de ensaio conjunto, bem como a participação de José Alberto Reis, acompanhado pela Tuna Antiga Vimaranense e pelo Coro En’Canto.
A dimensão internacional do projeto foi igualmente reforçada através da transmissão integral das principais iniciativas do festival e da sua difusão pelos media partners do EITA, permitindo que os conteúdos produzidos chegassem aos seis países participantes e a comunidades académicas espalhadas pelo espaço ibero-americano.
Segundo Paulo Gonçalves, diretor do EITA: “O EITA deixou definitivamente de ser apenas um festival. É hoje uma plataforma de cooperação cultural que liga universidades, municípios e instituições de seis países. O nosso objetivo passa por continuar a afirmar a Região do Ave como o grande ponto de encontro internacional deste movimento e por construir um projeto que tenha impacto durante todo o ano, muito para além da semana do festival.”
Na cerimónia oficial, o Presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Ricardo Araújo, sublinhou o compromisso do Município com o crescimento do projeto, afirmando que esteve atento ao repto lançado pela organização e manifestando a vontade de continuar a trabalhar em conjunto para fazer do EITA o evento mais relevante do mundo nesta manifestação cultural.
A organização considera que esta quinta edição representa um novo patamar de afirmação internacional do projeto, não apenas pela dimensão artística alcançada, mas também pela crescente cooperação institucional, académica e cultural estabelecida entre os países participantes, reforçando o papel da Região do Ave como território de referência para a valorização da tradição académica ibero-americana.
O EITA em números
• 7 dias de programação
• Mais de 600 participantes
• 19 tunas
• 6 países representados
• 5 municípios envolvidos
• Mais de 1.000.000 de visualizações nas redes sociais
• Transmissão e difusão internacional através dos media partners nos seis países participantes
• Conferências internacionais, exposição temporária e criação artística colaborativa
Com esta quinta edição, o EITA reforça a sua posição como um dos mais relevantes projetos internacionais de cooperação cultural ligados à tradição académica, afirmando a Região do Ave como um território de referência para o encontro entre música, património, universidades e diplomacia cultural no espaço ibero-americano.
