Plano de Recuperação e Resiliência é um duro golpe para a população do Vade

Considerando o Plano de Recuperação e Resiliência apresentado pelo governo e colocado à discussão pública, a União de Freguesias do Vade vem expressar o sentimento de grande desilusão e frustração.

O presidente da Junta da União de Freguesias do Vade, Carlos Cação, explicita que “a ausência de quaisquer investimentos estruturantes e vitais, designadamente ao nível da melhoria da rede viária e da instalação de rede de comunicação em fibra ótica, representa uma dura deceção para as nossas populações e um duro golpe nas suas legítimas expectativas”.

A região do Vade está situada no note do concelho de Vila Verde e inserida num território de baixa densidade e no interior rural. As potencialidades de desenvolvimento estão fortemente condicionadas pelas carências ao nível das comunicações e das acessibilidades.
“É urgente a requalificação da EN 101 que liga Braga ao distrito de Viana do Castelo e o acesso à A3”, aponta Carlos Cação.

O Plano de Recuperação e Resiliência é apresentado como um reforço de grande impacto dos fundos disponibilizados pela União Europeia para responder a ‘uma crise sem precedentes’, promovendo o reforço da ‘coesão territorial’ e ‘contribuindo para um desenvolvimento harmonioso do conjunto do território nacional’.

A ‘redução da disparidade entre os níveis de desenvolvimento das diversas regiões, em particular das mais desfavorecidas’ é uma das grandes prioridades enumeradas pelo governo para o Plano.

“Por isso, não atender às pretensões da população do Vade é uma violação de todos os princípios, prioridades e objetivos assumidos pelo governo no próprio Plano de Recuperação e Resiliência”, conforme sublinha o presidente da Junta da UF Vade, acrescentando que “na defesa dos interesses das nossas populações e do nosso território, a União de Freguesias do Vade recusa resignar-se perante a proposta do governo”.

“É, por isso, que contestamos a proposta do governo para o Plano de Recuperação e Resiliência, fazendo questão de assumir essas posição de forma clara e objetiva no âmbito da discussão pública do documento. Aproveitamos ainda para apelar à população e às diferentes organizações ligadas ao Vade que participem e façam sentir a sua voz no processo de discussão pública do Plano de Recuperação e Resiliência apresentado pelo governo”.

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