Portugal continua abaixo da média europeia na esperança de vida saudável

De acordo com dados divulgados pelo INE, Portugal é um dos países da União Europeia com maior diferença entre a expetativa de anos de vida saudável aos 65 anos para homens e para mulheres.

Portugal volta a estar abaixo da média europeia na esperança de vida saudável. De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), a esperança de vida saudável aos 65 anos em Portugal é de 7,3 anos, inferior à média europeia (10 anos).

Em 2019, a expectativa de vida para uma pessoa com 65 anos era de 19,61 anos, sendo respetivamente de 17,70 anos para homens e de 21 anos para mulheres.

“No entanto, o número de anos de vida saudável aos 65 anos era bastante menor: 7,3 anos para a população em geral, o mesmo resultado que em 2018 e em 2017. Para os homens com 65 anos a perspetiva era de mais 7,9 anos de vida saudável e para as mulheres de 6,9”, revela o relatório hoje divulgado.

De acordo com os dados, revelados a propósito do Dia Mundial da Saúde, que se assinala na quarta-feira, dia 7, Portugal está em 8º lugar na União Europeia e é um dos países da União Europeia com maior diferença entre a expectativa de anos de vida saudável aos 65 anos para homens e para mulheres (um ano).

Apesar da percentagem da população com limitações na realização de atividades habituais devido a problemas de saúde ter vindo a diminuir, Portugal continua a ser um dos países em que este indicador atinge uma maior expressão: 32,1% em 2020.

Mais médicos por habitante
O relatório dá conta ainda que o número de médicos aumentou cerca de 75% entre 1999 e 2019.

“Em 2019, estavam inscritos na Ordem dos Médicos 55.432 profissionais, dos quais 53.430 no Continente, 873 na Região Autónoma dos Açores e 1.129 na Região Autónoma da Madeira. Assim existiam 5,4 médicos inscritos por mil
habitantes, mais 2,3 médicos por mil habitantes que há duas décadas atrás.”

Os hospitais públicos ou em parceria público-privada continuaram, em 2019, a ser os principais prestadores de serviços de saúde, assegurando mais de 80% dos atendimentos em urgência, 75,9% dos internamentos, 70,2% das cirurgias e 62,7% das consultas médicas.

Ainda assim, “foi nos hospitais privados que estes serviços mais aumentaram entre 1999 e 2019, verificando-se um reforço do peso relativo do setor privado ao nível das consultas médicas (de 15,6% para 37,3%), das cirurgias (de 22,4% para 29,8%), dos internamentos (de 15,3% para 24,1%) e dos atendimentos em serviço de urgência (de 4,2% para 17,3%)”, detalha o INE.

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