Carlos Pereira homenageado em Terras de Bouro numa cerimónia carregada de emoção

O presidente da câmara de Terras de Bouro não conteve a emoção, durante partes da cerimónia do 10 de junho no concelho, dominada pela homenagem a Carlos Pereira, falecido em 2018. Homem ligado à cultura, ao associativismo (foi um dos fundadores dos bombeiros) e ao funcionalismo público (chegou a chefe de divisão do Município), Carlos Pereira vê o seu nome eternizado numa rua do centro da vila.

A cerimónia serviu, ainda para honrar 46 funcionários do município por serviços prestados à autarquia e o padre Adelino Sousa por 38 anos de sacerdócio, os últimos dos quais em Rio Caldo e na Basílica de São Bento da Porta Aberta. João Luís Dias e Luís Pinho foram os convidados musicais do evento.

Foi a esposa de Carlos Pereira que recebeu a medalha de honra do concelho, em ouro que para além da rua verá ainda associado o seu nome ao futuro auditório a nascer nas instalações dos bombeiros voluntários. Manuel Tibo lembrou que “o Carlos era de todos” e o seu “empenho e dedicação aos interesses dos terrabourenses”.

Muito emocionado, o autarca acrescentou que “só com gente é que o concelho prospero”, apresentando Carlos Pereira como “um homem de cultura, serviço e entrega aos outros”.

Manuel Aguiar Campos, António Afonso e professor Amaro prestaram também a sua homenagem ao ex-funcionário municipal. Coube à filha do malogrado terrabourense agradecer a homenagem.

“Nunca a cultura esteve tão presente em Terras de Bouro quando ele se reunia com os seus amigos. Com ele, aprendemos a respeitar tudo e todos”, referiu Dina Pereira, acrescentando: “obrigado por acolherem na vossa casa o filho da terra que tanto amava”.

Padre Avelino Costa e Sousa
O padre Avelino também foi agraciado durante a cerimónia pelos serviços prestados nas paróquias de Terras de Bouro por aonde passou. 38 anos ao serviço do povo que o prelado partilhou com “todos aqueles que dão o seu melhor pela colocação de Terras de Bouro na linha da frente daquilo que é bom”.

“Entre o surpreso e agradecido”, Avelino Sousa, “ainda que não tenha acabado” reconheceu que “a minha missão foi cumprida”.

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