Os 111 anos do Theatro Circo celebram-se durante uma semana, com nomes como A Garota Não, Nina Laisné, Tortoise entre outras atividades.
Elisabete Matos, Roxana Ionesco, Histórias de Sonho pela Livraria Aqui há Gato, uma masterclass de Nina Laisné pelo ciclo Formas de Fazer e Visitas Guiadas, completam a semana de celebrações de aniversário da sala bracarense.
Entre os dias 17 e 24 de abril, a sala emblemática bracarense celebra os 111 anos, com 10 espetáculos e ações para todos os públicos. Durante uma semana, o Theatro Circo abre as suas portas para uma semana de programação eclética que cruza o rock experimental, a ópera, a dança contemporânea, uma masterclass, ações para os mais novos e visitas guiadas.
As festividades arrancam a 17 de abril no Pequeno Auditório com Roxana Ionesco, que apresenta Capra – or how to say hello to fear, uma performance que mergulha em rituais ancestrais para explorar a memória coletiva, espetáculo que está inserido no Supracasa – programa de apoio às Artes Performativas. No dia 18, o foco divide-se entre a mediação e a grande música clássica: a manhã será dedicada a visitas guiadas e sessões de contos para famílias, pela Livraria Aqui há Gato, enquanto a noite reserva um dos momentos mais solenes das celebrações na Sala Principal. A aclamada soprano Elisabete Matos, acompanhada pelo pianista Maciej Pikulski, apresenta o recital Onírico Feminino:
O teu olhar sobre mim, sob a encenação de Pedro Ribeiro, numa viagem pela sensibilidade e força da voz feminina.
A 19 de abril chegam os norte-americanos Tortoise. Os pioneiros do post-rock de Chicago prometem uma noite de texturas instrumentais hipnóticas, depois de 10 anos de ausência dos palcos portugueses. No dia exato do aniversário, a 21 de abril, o palco pertence à poesia e à resistência de A Garota Não, que apresenta o espetáculo exclusivo A Vulgar Mulher Extraordinária. A celebração encerra-se com o universo multidisciplinar de Nina Laisné numa masterclass de título Na sombra dos relatos oficiais, inserida no ciclo Formas de Fazer, e, no dia 24, sobe à Sala Principal com Néstor Pola Pastorive, que a 22 de abril, pela primeira vez em Portugal, apresentam Como una baguala oscura, uma peça que funde dança e música numa homenagem à compositora argentina Hilda Herrera.
